HISTÓRIAS BREVES DE MAIS ALGUMAS BENEFICIÁRIAS DO CABAZ MAMÃ

Judith, de 33 anos, tem um negócio de água potável em sacos para arredondar os fins de mês. O marido é militar e vivem numa zona muito isolada do bairro Masanga-Mbila, na comunidade de Mont Ngafula. Têm três filhos, de 2, 5 e 7 anos. Os dois mais velhos vendem chupetas na lota, e assim contribuem para o rendimento da família.

Judith teve os primeiros três filhos num centro do bairro, correndo por isso graves riscos, tanto para si, como para os bebés. Graças a uma amiga da igreja, soube da existência do programa Cabaz Mamã. Juntamente com o marido, decidiu beneficiar dos cuidados oferecidos e, desse modo, garantir o parto do quarto filho nas melhores condições. Frequentando o centro Eliba, recebeu durante toda a gravidez os cuidados necessários para si e para o bebé.

Três semanas antes da data prevista para o parto, sofreu um grave acesso de febre, devido à malária. Foi hospitalizada em Monkole e quatro dias depois nasceu uma menina, Candice, por cesariana. A pequena Candice nasceu de boa saúde e voltou para casa ao fim de três dias, tendo a mãe ficado ainda no hospital para receber tratamento.

Mimi, de 22 anos, vive em casa dos pais. A família tem um rendimento muito baixo e vive em condições bastante difíceis. O pai trabalhou durante algum tempo como segurança numa empresa local, mas perdeu o emprego quando a empresa fechou. Graças a uma tia, Mimi frequenta um curso de costura, o que lhe permite ganhar algum dinheiro com os trabalhos que faz para as clientes do bairro. Nunca frequentou a escola e aprendeu a ler com os amigos. Tem um filho de 2 anos, que nasceu num hospital, mas a correspondente fatura ainda está por saldar.

Quando ficou novamente grávida, Mimi aderiu ao programa Cabaz Mamã pedindo para pagar a sua parte em prestações, como lhe haviam aconselhado as enfermeiras de Kimbondo. No 5.º mês de gravidez, pagou a última parte do total de 50 euros que o programa exige às mulheres que a ele aderem.

Dado que vivia num bairro muito isolado, não pôde dirigir-se ao hospital quando as dores de parto começaram. Como foi obrigada a esperar pela manhã do dia seguinte para conseguir atravessar as ravinas que a separam de Monkole, a criança inalou líquido amniótico. Ao chegar, foi rapidamente conduzida ao serviço de Neonatologia para receber os cuidados necessários e, ao fim de cinco dias de acompanhamento da mãe e do bebé, a família voltou para casa. O custo de todos estes cuidados foi o previamente combinado: apenas 50 euros.

Filha única, Sandrine, que vende fruta da época na rua, ficou órfã de pai aos dois anos. Tem dois filhos, cujo pai é vendedor de produtos de charcutaria na lota. Vivem no bairro Herady, na área de saúde comunitária abrangida por Selembao onde passam por muitas dificuldades, sendo a falta de água potável uma das principais. O bairro também não possui estradas alcatroadas, o que torna difícil o acesso à cidade.

Sandrine inscreveu-se no programa Cabaz Mamã para dar à luz em condições melhores do que tivera anteriormente. A fim de pagar o montante exigido pelo programa Cabaz Mamã, recorreu ao sistema de prestações, que lhe permitiu pagar cerca de 10 euros em cada consulta pré-natal. Só no último mês de gravidez perfez o montante de 50 euros.

Entrou no hospital no dia 10 de maio de 2016 e deu à luz o pequeno Jonathan a 12 de maio, por cesariana. Ao fim de cinco dias de hospitalização, regressou a casa com o seu terceiro filho nos braços.

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