MANHÃ DE CULINÁRIA SOLIDÁRIA

CARTAZ HARAMBEE CULINÁRIA SOLIDÁRIA

Miguel Gameiro, vocalista e mentor dos Polo Norte, tem também uma carreira como Chef de cozinha.
Nessa qualidade, Miguel Gameiro acedeu generosamente a colaborar com HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL, dando uma aula de culinária africana.

Venha saborear os cheiros exóticos de uma culinária tão rica como ainda quase desconhecida. Traga os amigos e venha aprender com o Chef Miguel Gameiro a confeccionar um prato tipicamente africano. Venha divertir-se! E venha ajudar-nos a ajudar África.

Data: sábado, 21 de Novembro, às 10:30h

Local: Lisboa – Azinhaga da Fonte Velha, 5, Paço do Lumiar (tem estacionamento gratuito)

Preço: 25,00 euros

Inscreva-se JÁ!

Por email: harambeeafricaportugal@gmail.com
OU
Preenchendo diretamente os dados em baixo:

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TROQUE OS SEUS PRESENTES POR UM DONATIVO HARAMBEE!

Uma forma fácil e eficaz de contribuir  para a causa Harambee!

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Dê-nos o valor monetário dos seus presentes! Como? É muito simples: Se vai fazer anos, se vai celebrar um aniversário redondo de casamento, se vai batizar um filho ou um neto, e faz parte daquele grupo de pessoas que tem tudo e a quem os amigos têm de dar voltas e mais voltas à cabeça para encontrar um presente original e divertido, poupe-lhes esse trabalho: PEÇA-LHES QUE DÊEM O VALOR MONETÁRIO DOS SEUS PRESENTES A HARAMBEE!

Junte-se ao grupo dos muitos que têm adotado esta prática. Coloque um mealheiro à entrada da festa e peça-lhes que depositem ali o valor do presente que iriam dar-lhe, fazendo dele um contributo solidário que pode mudar em muito a vida de um africano.

Saiba que:

– com 25,00 euros paga 10 consultas médicas

– com 30,00 euros paga suplementos nutricionais mensais a 10 crianças subnutridas

– com 60,00 euros paga o material para um curso anual de costura a 10 mulheres

Afinal o que lhe serviria para comprar um extra dispensável pode pagar uma necessidade em África! AJUDE-NOS A AJUDAR!

BENEDICT DASWA, o primeiro beato da África do Sul

Benedict Daswa, o primeiro beato da Igreja Católica nativo da África do Sul, foi brutalmente assassinado a 2 de fevereiro de 1990, aos 44 anos, por se recusar a tolerar o recurso à feitiçaria, que tanto a sua fé como a sua atitude científica lhe proibiam.

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Tshimangadzo Samuel Daswa nasceu em 16 de junho de 1946 em Mbahe, uma aldeia situada a 30 km de Thohoyandou a principal cidade da antiga Venda Homeland, na província de Limpopo e Diocese de Tzaneen, na África do Sul. A família Daswa pertencia à tribo Lemba, uma tribo de judeus negros. Os pais de Samuel eram trabalhadores e empreendedores, e eram conhecidos pela sua hospitalidade e amabilidade.

Samuel Daswa, o mais velho de cinco irmãos, começou a sua instrução na escola primária Vondwe, em 1957, e completou o ensino secundário no liceu de Mphaphuli. Após a morte prematura do pai, assumiu a responsabilidade de cuidar dos irmãos, começando a trabalhar para lhes financiar os estudos e incentivando-os a aplicarem-se.

Num ano em que passou as férias em Joanesburgo com um tio, trabalhando em part-time, conheceu um jovem branco católico e fez amizade com vários rapazes shangaans que também eram católicos. Ao regressar a Mbahe, começou a receber aulas de doutrina. O catequista, um leigo chamado Bento Risimati, orientava a liturgia dominical e ajudava o sacerdote que vinha de Louis Trichardt uma vez por mês celebrar a Missa. Risimati, que após a morte de sua mulher foi ordenado padre, exerceu uma forte influência sobre Samuel.

Após dois anos de catequese, Samuel foi batizado em Mafenya, na paróquia de Sibasa, e escolheu Benedict como nome de batismo, inspirado no lema “Ora et labora”, de São Bento. Três meses depois, recebeu a confirmação das mãos de D. Clemens F. van Hoek, um bispo dominicano.

Tirou o curso de professor primário no Instituto de Formação de Vendaland e foi colocado na escola primária de Tshilivho, na aldeia de Ha-Dumasi; continuou a estudar por correspondência, com o objetivo de entrar na universidade.

Entretanto, colaborava com os catequistas e o padre da sua paróquia, e empenhou-se na construção da primeira igreja católica na área de Nweli. Foi secretário do conselho do chefe e confidente do chefe e fazia muitas vezes de mestre-de-cerimónias nas festas. Era conhecido por sua honestidade, veracidade e integridade; dizia o que pensava, não se deixando influenciar pelas opiniões populares.

A certa altura foi nomeado diretor da sua escola; era um líder honesto e destemido, que incentivava e apoiava a sua equipa de professores. O bem-estar dos alunos era a sua principal preocupação; quando algum deles faltava à escola, ia visitar a família, para ver se podia ajudar em alguma coisa. E, se algum estudante não podia pagar as propinas, dava-lhe trabalho na sua horta, a fim de o jovem ganhar o dinheiro necessário para esse fim.

Em 1974, Benedict Daswa casou-se com Eveline Monyai, de quem teve oito filhos. Ajudava a mulher nas tarefas domésticas – coisa totalmente inédita na época – e construiu uma casa de tijolos para a família. Também apreciava os desportos, tendo constituído duas equipas de futebol para jovens.

Em novembro de 1989, a área de Venda foi alvo de fortes chuvas e trovoadas, que a população considerava não se tratar de fenómenos naturais, mas serem resultado da atuação de um bruxo; começaram por isso a tentar identificar o responsável por aqueles acontecimentos. A 25 de janeiro de 1990, durante uma chuvada torrencial, caíram vários raios naquela zona e a comunidade reuniu-se para discutir o assunto, acordando em consultar um feiticeiro tradicional para identificar o bruxo.

Ao chegar à reunião, Benedict começou a argumentar com os presentes, tentando fazer-lhes ver que os raios eram um fenómeno natural, não sendo portanto causados por ninguém; mas esta explicação não os convenceu. Vendo que não conseguia demovê-los, Benedict recusou-se a participar na consulta ao feiticeiro, declarando firmemente que a sua fé o impedia de tomar parte em atividades de bruxaria. Esta atitude desagradou a muitos.

A 2 de fevereiro de 1990, teve de ir de carro a Thohoyandou, para levar a cunhada e o sobrinho, que estava doente, ao médico. No caminho de regresso, um homem que transportava um grande saco de milho e que morava numa aldeia ao lado de Mbahe pediu-lhe boleia para casa. Benedict chegou a Mbahe por volta das 19.30h e, depois de deixar a cunhada e o sobrinho em casa, disse à filha que ia levar o homem à aldeia dele e já voltava.

Ao regressar a casa, encontrou a estrada obstruída com troncos de árvores; quando saiu de carro, viu aproximar-se uma multidão de jovens e adultos, que começaram a apedrejá-lo. Ferido e a sangrar, fugiu a correr e foi abrigar-se na palhota de uma mulher. Quando a turba chegou diante da palhota, ameaçou a mulher de morte se não revelasse onde ele estava escondido. Ouvindo as ameaças, Benedict saiu de dentro da palhota e imediatamente avançou para ele um homem com uma moca na mão; percebendo o que ia acontecer-lhe, Benedict rezou: “Meu Deus, nas tuas mãos entrego o meu espírito”, recebendo logo em seguida um golpe fatal que lhe esmagou o crânio; em seguida, os agressores deitaram-lhe água a ferver sobre a cabeça.

A mulher foi a correr contar a Mackson, o irmão de Benedict, o que tinha acontecido. Depois de chamar a polícia, Mackson passou a noite a velar o corpo do irmão. Na sequência do inquérito ao brutal assassínio, foram presas algumas pessoas, mas não chegaram a ser condenadas, por falta de provas.

A missa de corpo presente teve lugar a 10 de fevereiro de 1990. A procissão saiu de casa de Benedict, em Mbahe, e seguiu para a igreja de Nweli. A missa foi concelebrada por vários sacerdotes que, de comum acordo, envergaram paramentos vermelhos, em reconhecimento do facto de que Benedict morrera pela fé e fora vítima da sua oposição à feitiçaria. A cerimónia foi acompanhada por muita gente, que depois seguiu o funeral até ao cemitério de Mbahe. A mãe de Bento, Ida Daswa, que se convertera pouco tempo antes da morte do filho, conseguiu comprar uma lápide para o túmulo com as suas magras poupanças.

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Em junho de 2008, teve início o processo de beatificação e canonização de Benedict Daswa a nível diocesano, concluído em julho de 2009. Benedict Daswa foi beatificado a 13 de setembro de 2015, no Santuário Benedict Daswa em Tshitanini, na província do Limpopo, em missa celebrada pelo cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, a que assistiram mais de 30.000 pessoas. O seu processo de canonização está em curso.

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Fontes:

http://benedictdaswa.org.za/; http://awestruck.tv/benedictdaswa/his-life/; https://en.wikipedia.org/wiki/Benedict_Daswa.

Ao longo dos anos, Harambee Internacional financiou três projetos na África do Sul, dois em Joanesburgo e um em Pretória.

Centro médico-social Walé

Yamoussoukro, localizada a cerca de 240 km da capital, Abidjan, é a segunda cidade da Costa do Marfim. É aqui que fica situado o Centro Médico-Social Walé, um hospital de dia que iniciou a sua atividade em outubro de 2004, apenas com um médico uma enfermeira, e que já contou com o apoio de Harambee Internacional.

Num país onde as carências em matéria de saúde são enormes, e onde os utentes dos hospitais públicos têm de pagar tudo, incluindo o sangue, as gazes e o tempo que passam na sala de espera, Walé pretende oferecer serviços médicos de boa qualidade a preços reduzidos.

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Neste hospital, as consultas dos adultos custam cerca de 1,50 euros e as das crianças 0,75 euros. Sendo pouco, ainda é muitíssimo para alguns deles, e está longe de financiar os custos reais dos serviços prestados, mesmo com cerca de 500 doentes por semana e uma média de 25.000 consultas por ano. O hospital conta ainda com um laboratório, onde se fazem mais de 40.000 análises por ano, com serviço de imagiologia, que realiza 3500 radiografias e ecografias, e ainda com cuidados de enfermagem e uma farmácia que vende os medicamentos a um preço inferior ao seu preço habitual.

Por isso, Walé é permanentemente deficitário, e anda constantemente à procura de apoios que lhe permitam manter-se e remunerar os seus 36 colaboradores efetivos; por exemplo, o equipamento de imagiologia e o laboratório de análises foram fruto de doações da cooperação europeia.

O que mais impressiona o visitante assim que entra em Walé é a ordem e o asseio (sobretudo depois do choque que é a visita a um hospital público). Os doentes são recebidos por uma assistente, que faz uma rápida triagem, de acordo com as queixas, e os envia para a sala de espera, mesmo ao lado. Em seguida, são atendidos por um dos nove médicos, residentes ou eventuais, das especialidades de clínica geral, pediatria e ginecologia.

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Uma das queixas mais comuns é a malária, que ainda mata mais de um milhão de africanos por ano. É frequente as pessoas chegarem a Walé num estado bastante depauperado – porque a malária afeta terrivelmente as forças físicas –, depois de terem percorrido a pé os vários quilómetros que separam a aldeia onde vivem deste centro médico.

Outra das valências deste hospital é o atendimento a doentes com VIH/Sida, nomeadamente em fase pré-natal, com tratamentos específicos destinados a evitar o contágio da mãe para a criança. Em 2005, Walé atendeu mais de 2500 doentes com VIH/Sida.

O hospital conta neste momento com a colaboração de dois doutorandos de medicina, e com uma internista que está a fazer a especialidade de ginecologia. Rose Segla trabalha em Walé cinco dias por semana, e estuda em Bouaké, uma cidade localizada a cerca de 100 km de Yamoussoukro, onde há hospital universitário. Concluída a especialidade, tenciona continuar a trabalhar neste centro hospitalar.

 

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Yamoussoukro é uma cidade bastante mais pequena e mais calma que Abidjan, com avenidas largas e pouco que fazer. Os habitantes dedicam-se essencialmente a uma agricultura muito básica, pouco mais que de subsistência, e vendem os seus produtos no mercado local.

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Dispõem por isso de muito poucos meios, e proporcionar-lhes cuidados de saúde de qualidade a um custo que lhes seja acessível é um sonho que só pode ser realizado com apoios exteriores.

HARAMBEE NA COSTA DO MARFIM

Nos primeiros dias de agosto de 2015, nove membros da equipa internacional de Harambee – quatro italianos, uma suíça, uma espanhola, duas francesas e uma portuguesa – deslocaram-se à Costa do Marfim, para conhecerem in loco um dos projetos apoiados este ano: o esforço levado a cabo pelo Centro Ilomba de Educação Rural no sentido de dar formação e prestar cuidados de saúde aos habitantes da zona de Bingerville.

CENTRO RURAL ILOMBA – Bingerville

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Localizado numa zona de palmares onde até muito recentemente não havia estrada, Ilomba serve oito aldeias em seu redor, onde as condições de vida são extremamente primitivas.

 Na sua função de dispensário, o centro oferece consultas pré-natal, vacinação das crianças e tratamentos de malnutrição. As mulheres vêm de grandes distâncias e circulam quase sempre a pé (com as crianças ao colo), de maneira que a deslocação ao dispensário lhes ocupa quase um dia. Por esta razão, um dos items orçamentado no projeto era a compra de um veículo todo-o-terreno que permitisse dar assistência às pessoas nas aldeias. Assim, a partir deste ano, todas as quintas-feiras uma equipa composta por uma assistente social e uma profissional de saúde se desloca a uma aldeia, evitando as deslocações das pacientes.

As consultas e as vacinas no Centro têm lugar uma vez por semana.

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Como se trata de populações muito pobres, o valor da consulta é muito baixo, cerca de 1,00 euro. O tratamento da malnutrição também é pago: as mães desembolsam cerca de 2,00 euros por mês pelos suplementos nutricionais que o dispensário fornece. Mesmo assim, algumas têm dificuldade em pagar estes valores (que estão muito abaixo do seu real preço de custo), pelo que o financiamento de Harambee permitiu fornecer os suplementos alimentares de forma gratuita, fazendo aumentar o número de crianças que aproveitam este programa de luta contra a malnutrição.

Ao mesmo tempo, Ilomba dá formação a estas mães, dando-lhes a conhecer maneiras mais eficazes de usar os produtos alimentares a que têm acesso, a fim de que os filhos não cheguem à situação de malnutrição.

h2A outra grande aposta do Centro Ilomba é a formação de jovens e mulheres, com o objetivo de que, por um lado, completem a sua instrução escolar e, por outro, adquiram competências numa área profissional que lhes permita aumentarem um pouco o sustento que o trabalho rural lhes proporciona.

Assim, o Centro oferece um curso de alfabetização a raparigas que não chegaram a frequentar a escola ou não tiveram aproveitamento escolar. Para tornar este curso mais atrativo, quer para as jovens, quer para os pais – que normalmente consideram que a formação escolar das filhas é dispensável –, complementa o trabalho dos livros com um curso de pastelaria, que lhes dê uma ferramenta profissional.

Outra área de formação é a costura, neste caso normalmente para mulheres.

h7O curso ocupa-as três manhãs por semana, durante um ano. Começam por aprender os pontos à mão, passando depois a usar a máquina; em seguida, aprendem a cortar e, para o final do curso, fazem os seus próprios fatos, com que vêm vestidas para a escola.

Qualquer destas atividades é paga pelas alunas, porque Ilomba tem a convicção de que uma formação que não é paga não é valorizada. Assim, as alunas do curso de alfabetização e pastelaria pagam cerca de 25,00 euros por ano (normalmente a prestações) e as alunas do curso de costura cerca de 4,00 euros por mês, com todo o material incluído. Naturalmente que estes valores não cobrem os custos desta formação, pelo que o apoio de Harambee a estes projetos foi de grande valia.

Victorina é uma das alunas. Mãe de quatro filhos, está a terminar o curso e quer abrir um negócio na sua aldeia. Conta com a máquina de costura, que a escola lhe oferece no final do ano, e está convencida de que vai conseguir arranjar clientes, porque na sua aldeia não há muita gente a dedicar-se a esta atividade.

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A equipa de Harambee conseguiu perceber que o Centro Rural Ilomba tem um impacto muito significativo na vida destas populações. O terreno foi oferecido à entidade promotora pelos chefes das tribos circundantes, que são os proprietários, nos anos 90 do século passado, e a construção começou alguns anos depois, à medida que foi sendo possível obter financiamento, ficando as obras concluídas em 2002.

D. José Manuel Imbamba em Lisboa com o Harambee

Harambee África Portugal convidou o Arcebispo de Saurimo, D. José Imbamba,  para proferir uma conferência sobre a realidade da Igreja em Angola,  aproveitando a sua vinda a Lisboa, cumprindo assim  um dos objetivos da associação: Comunicar África. A conferência aconteceu no passado dia 25 de Agosto e esgotou a lotação do Auditório da Rádio Renascença, no Chiado. Depois de feitas as apresentações, Con 2D. José Imbamba tomou a palavra para dar a conhecer uma realidade de que alguns têm ideia pela experiência no terreno, e de que outros sabem apenas aquilo que a comunicação social vai passando. Com uma abordagem clara, ilustrada por imagens, D. José mostrou ter um conhecimento profundo e estruturado das diversas áreas e vertentes do seu país e concretamente do povo de quem é pastor. Numa região ilusoriamente rica, por ser a zona dos famosos diamantes angolanos, Saurimo, no norte de Angola, a fazer fronteira com a Republica Democrática do Congo, debate-se no entanto com alguns problemas que são comuns a outros pontos do país, como a falta de professores qualificados, o analfabetismo da população, e o excessivo apego às tradições. Esta questão é, segundo D. José Imbamba, «um verdadeiro obstáculo para o progresso espiritual e humano dos angolanos, uma vez que pelas crenças muito enraizadas se abrem as portas a muitos males e medos que provocam estagnação».

D. JoséA trabalhar em parceria com o Estado, alinhado na solução dos problemas mais prementes da sociedade como são a Saúde e a Educação, a Igreja em Angola não deixa contudo de se mostrar otimista, investindo concretamente na família e nas vocações.

Alguns números foram apresentados para não deixar margem de dúvida sobre as realidades desta Arquidiocese que está agora a celebrar os 40 anos de vida: 210 catequistas, 18 sacerdotes, 14 Religiosas e 59 seminaristas, para 64 mil católicos num universo de cerca de 516 mil habitantes.

Con 1No final, houve tempo ainda para responder a algumas perguntas do público que, pelas explicações do Arcebispo de Saurimo, ajudaram a conhecer mais um pouco este país africano, nomeadamente a deficitária rede dos media e a realidade do ensino universitário.

Todos os participantes neste encontro ficaram muito agradecidos pela presença de D. José Manuel Imbamba,  que trouxe muita sabedoria e conhecimento sobre Angola e soube assim Comunicar África como ela é na realidade, sem escamotear mas com muita esperança neste povo que diz ser  alegre e empenhado.