Harambee na RTP África

Maria José Figueiredo e Cátia Guerreiro, da direção da Associação Harambee, foram à RTP África esclarecer  o que é a Associação e também explicar O VIVEIRO – o projeto que Harambee quer financiar em Moçambique.

Ver a entrevista AQUI 

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Cozinha Solidária

Reserve já na sua agenda  a tarde de  7 de Maio para ir até à  Marina de Cascais aprender a fazer petiscos com a Chef Mónica Pereira (vencedora da Chef’s Academy em 2014), e assim ajudar Harambee, concretamente as meninas de «O Viveiro».

As inscrições já estão abertas (harambeeafricaportugal@gmail.com) e são limitadas.

Não falte a este encontro de Cozinha Solidária!

 

Cozinha Solidária

 

OS PROTAGONISTAS DO PROJETO «O VIVEIRO»

Rosa Chambuera (na fotografia, à direita, trabalhando o vime) será uma das formadoras juniores do projeto que HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL quer financiar em Tete, Moçambique.

Rosa tem 17 anos e, quando foi viver para O VIVEIRO, era uma menina que apenas tinha feito a instrução primária, que falava mal português, a quem tinha sido cortada uma perna devido a uma infeção, e cujas perspetivas de futuro eram extremamente limitadas, para não dizer lúgubres.

N’O VIVEIRO, foi incentivada a prosseguir a sua instrução, aprendeu um ofício, e está agora em condições de ser formadora de outros jovens, a quem pode dar novas perspetivas de vida.

Eis o seu testemunho:

grupo tapeçaria

“O meu sonho é continuar a estudar até 12ª e ao mesmo tempo abrir uma loja de tapeçaria em Chitima, perto da casa da minha mãe.
Eu aprendi tapeçaria em 2014 com a sra Jean Mizimbe, formadora do Malawi.
Em 2015 participei numa feira de artesanato no Distrito de Chifunde e cheguei em primeiro lugar. Depois participei numa feira provincial e a seguir numa nacional, em Inhambane.
As pessoas gostaram muito da minha produção e todos os objectos foram vendidos.
Eu gostaria que a minha loja fosse também uma escola para outros jovens, que querem aprender tapeçaria. Eu já posso dar aulas e orientar o trabalho dos outros.
Cada curso de tapeçaria contará com 10 jovens (rapazes e raparigas) da comunidade.
Para desenvolver esta actividade será preciso ter um carpinteiro que possa realizar a estrutura de madeira dos móveis.
O dinheiro que vai entrar pode servir para desenvolver a actividade, não só em Chitima, mas também a nível do Distrito e da Província.
Eu queria também reabilitar a casa da minha mãe e acolher, com o andar do tempo, meninas e meninos necessitados.”

PROJETO HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL 2016-2017: FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM TETE, MOÇAMBIQUE

grupo costura

O VIVEIRO é uma instituição sedeada em Chitima, na província de Tete, Moçambique, que tem como objetivo apoiar e formar jovens órfãs e/ou em situação de grave pobreza, a fim de as tornar profissional e economicamente independentes.

Constituído em 2008, O VIVEIRO conta com um espaço de 5 he, com casas de acolhimento permanente, salas de estudo, e equipamentos destinados à formação profissional. Atualmente, vivem nO VIVEIRO 20 raparigas, com idades entre os 10 e os 18 anos, que frequentam as escolas das proximidades, e que na instituição recebem, para além de alojamento e alimentação, apoio no estudo e formação profissional numa atividade à sua escolha, que poderá vir a ser a sua profissão: costura, tapeçaria, desenho e serigrafia, artesanato (carpintaria, cestaria, acessórios de moda), culinária, agricultura e pecuária.

Destes ateliês de formação profissional, estão a sair os primeiros produtos comerciais, dando início ao processo de transformação de O VIVEIRO, de uma instituição subsidiada, numa instituição capaz de gerar proventos próprios e, futuramente, de se autofinanciar.

Desta formação estão a sair também as primeiras formadoras juniores, raparigas que, contando com o apoio de um formador sénior, podem começar a transmitir o que aprenderam aos jovens das aldeias das redondezas, capacitando-os profissionalmente e ajudando o quebrar o ciclo da miséria e do abandono.

O objectivo é a constituição de quatro ateliês de formação profissional de costura, serigrafia, artesanato e culinária.

Ver mais pormenores em PROJECTOS EM CURSO

grupo cozinha

Um projeto Harambee em Moçambique

Em 2016, HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL quer concretizar o desejo de apoiar projetos em língua portuguesa.

Para isso, está em contacto com várias instituições que desenvolvem trabalho na África lusófona, a fim de constituir um ou dois projetos a que os amigos portugueses de HARAMBEE queiram ajudar a dar um empurrão.

Uma dessas instituições é O VIVEIRO, uma ONG que opera há vários anos em Tete, no norte de Moçambique. Enquanto se constitui o projeto, aqui fica já uma mostra do trabalho desta associação em prole das populações.

O VIVEIRO – Educar uma menina para educar um povo nasceu da necessidade expressa pelo padre Eusebio Maria Inocêncio (sacerdote moçambicano da Diocese de Tete) de responder à situação de emergência existente na província de Tete ao nível da formação, nomeadamente da população feminina, e relacionada principalmente com:
a presença de um elevado número de órfãos;
a existência de uma taxa muito elevada de analfabetismo feminino;
a entrada tardia das meninas no sistema escolar e o grande número de desistências;
a incapacidade da maioria das famílias de mandarem as filhas para a escola por razões económicas;
a inexistência de uma rede escolar adequada em várias zonas do território;
o desconhecimento do Português, que é a língua oficial da formação escolar;
a falta de formação no campo higiénico-sanitário, de nutrição e de economia doméstica;
a insuficiente formação nos valores de base (humana, moral, civil e ética);
o elevado número de gravidezes e casamentos prematuros;
a entrega, logo na adolescência atividades remuneradas moralmente inaceitáveis.

O projeto centra-se no desenvolvimento das mulheres, reconhecendo que elas são a verdadeira raiz da sociedade, especialmente em situações de extrema pobreza: elas são o coração da família, que é o primeiro e mais importante grupo de agregação humana. Incentivar a formação e desenvolvimento da mulher desde a mais tenra idade significa promover toda a sociedade de forma equilibrada.