Formação profissional em Tete, Moçambique

Apresentação da instituição O VIVEIRO:

O VIVEIRO é uma instituição sedeada em Chitima, na província de Tete, Moçambique, que tem como objetivo apoiar e formar jovens órfãs e/ou em situação de grave pobreza, a fim de as tornar profissional e economicamente independentes.

Constituído em 2008, O VIVEIRO conta com um espaço de 5 he, com casas de acolhimento permanente, salas de estudo, e equipamentos destinados à formação profissional. Atualmente, vivem nO VIVEIRO 20 raparigas, com idades entre os 10 e os 18 anos, que frequentam as escolas das proximidades, e que na instituição recebem, para além de alojamento e alimentação, apoio no estudo e formação profissional numa atividade à sua escolha, que poderá vir a ser a sua profissão: costura, tapeçaria, desenho e serigrafia, artesanato (carpintaria, cestaria, acessórios de moda), culinária, agricultura e pecuária.

grupo costura

Destes ateliês de formação profissional, estão a sair os primeiros produtos comerciais, dando início ao processo de transformação de O VIVEIRO, de uma instituição subsidiada, numa instituição capaz de gerar proventos próprios e, futuramente, de se autofinanciar.

 

grupo cozinha

Desta formação estão a sair também as primeiras formadoras juniores, raparigas que, contando com o apoio de um formador sénior, podem começar a transmitir o que aprenderam aos jovens das aldeias das redondezas, capacitando-os profissionalmente e ajudando o quebrar o ciclo da miséria e do abandono.

 

grupo tapeçaria

 

Apresentação do projeto:

  1. a) Objetivo:

Constituição de quatro ateliês de formação profissional de costura, serigrafia, artesanato e culinária.

  1. b) Duração:

Um ano

  1. c) Formadores:

Costura: Lúcia Hélder José (formador sénior: Remígio Machia Chapasuca)

Desenho e serigrafia: Joana Porfírio (formador sénior: Miguel Adamo Natha)

Artesanato: Rosa Naissone Navaia; Adélia Lucas; Regina Adriano Nobre (formadores seniores: Sra. Jean Mizimbe; Sra. Ivone; Sr. Alfredo Elias)

Culinária: Liliana Carlos Buruto (formadora sénior: Sra. Maria Judite Dias Oliveira)

  1. d) Formandos

50 jovens do Bairro Boroma que, ao entrar no projeto, assumem também o compromisso de prosseguir a sua formação na escola.

  1. e) Orçamento

19.640 euros, destinados a ordenados dos formadores, materiais e maquinaria, assim divididos:

Ordenados dos formadores: 12.160,00 euros

– seniores: 10.000,00 euros (10 formadores x 100,00 euros/mês x 10 meses)

– juniores: 2160,00 euros (6 formadores x 30,00 euros/mês x 12 meses)

Materiais: 5.000,00 euros

Maquinaria: 2480,00 euros

Alcance do projeto:

O objetivo primário deste projeto é constituir unidades de produção autónomas nas diferentes atividades; ou seja, que os formandos criem microempresas capazes de produzir e vender os seus produtos nas povoações em seu redor.

O objetivo secundário deste projeto é constituir uma associação de artesãs moçambicanas, que potencie a distribuição destes produtos para fora do distrito e depois para fora do país, tirando partido da marca O VIVEIRO, já constituída.

Para a realização destes dois objetivos, os jovens terão ainda formação em

Informática, com a Arq. Emanuela Bonavolta

Gestão, com o Eng. Manuel Abelho e o Sr. Rivaldo Cheva Francisco

Legislação, com o Sr. António Francelino Melo.

 

NB – Este plano é um esboço do projeto, destinado a apresentar aos doadores portugueses durante o ano de 2016. Durante esse ano, as formadoras juniores darão corpo a um projeto formal, a apresentar a Harambee Internacional (e portanto a Harambee Portugal) em novembro de 2016, a fim de ser financiado em 2017. Só após a aprovação desse projeto formal e completo é que o financiamento começará a ser disponibilizado aO VIVEIRO.