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CONCERTO DE NATAL 2019

Ainda há alguns bilhetes para o Concerto de Natal 2019!

Venha passar um fim de tarde agradável e natalício com Harambee e os Contratempo!

Ajude-nos a ajudar o Projeto Kulikuassa!

JORNALISTA PORTUGUESA VENCE 8.º PRÉMIO INTERNACIONAL HARAMBEE COMUNICAR ÁFRICA

«Jóias do Príncipe», um documentário de Isabel Silva Costa, da RTP África, sobre o empreendedorismo feminino na mais pequena ilha do arquipélago de São Tomé, foi o trabalho premiado na categoria de documentário/reportagem do 8.º Prémio Internacional Harambee Comunicar África.

Visivelmente satisfeita com este galardão, Isabel Silva Costa, jornalista veterana da RTP com longos anos de experiência de África, comentava que ele era uma homenagem à resiliência destas mulheres, que «não baixam os braços», dizia.
O documentário dá a conhecer  a criatividade de um grupo de mulheres, que fabricam colares a partir de restos de vidro e os vendem aos turistas, o que lhes permitiu tornarem-se independentes e aumentarem o seu magro rendimento, melhorando a vida da sua família. «Mas as verdadeiras jóias do Príncipe são elas», elogiava a jornalista.

O vencedor do Prémio na categoria de video-clip foi o jovem italiano Davide Salvucci, com um pequeno filme intitulado «Buta, il gioiello dell’Africa», sobre Buta, uma localidade do Burundi onde convivem pessoas de várias etnias e culturas, como símbolo e apelo à paz.
O juri quis ainda distinguir com uma menção especial o documentário «La loro Africa», de Marco Clementi ed Enzo Nucci, da RAI-TG1, por dar uma imagem realista do Continente Verde.

A cerimónia de entrega do Prémio teve lugar na sede da UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa), e foi apresentada, com enorme simpatia,  por Vasco Palmeirim.

Vítor Ramalho, o secretário-geral da UCCLA, deu as boas-vindas aos presentes, fazendo-nos imediatamente sentir em casa neste espaço tão africano.
Cátia Guerreiro, a porta-voz de Harambee África Portugal, apresentou a associação e os projetos em que estamos envolvidos.
E Paulo Miguel Martins, em representação do juri, referiu os trabalhos recebidos, por categorias e temas.

O evento foi ainda abrilhantado pela presença solidária de Tonecas Prazeres, o conhecido músico sãotomense, que trouxe ao palco da UCCLA o calor da música da sua terra.

A cerimónia terminou com um beberete, onde todos os presentes puderam conviver um pouco mais e trocar experiências.

Os grandes temas contemplados nos 32 trabalhos concorrentes ao Prémio, provenientes de 5 países (Espanha, França, Itália, Polónia e Portugal), foram:
– Atividades empreendedoras realizadas por africanos
– O papel da mulher enquanto motor de desenvolvimento
– A defesa da natureza e do meio ambiente
– O desenvolvimento agrícola e estratégias contra a fome
– Atividades inspiradoras para a resolução de conflitos
– A promoção de cuidados básicos de saúde

O evento contou com a presença de vários elementos da comunicação social, e foi noticiado em diversos meios: https://harambee-portugal.org/harambee-media/.

Veja os trabalhos premiados:
«Jóias do Príncipe», de Isabel Silva Costa, com imagem de Carlos Pinota e edição de João Caldeirinha (RTP África)
«Buta», de Davide Salvucci 
«La loro Africa», de Marco Clemente e Enzo Nucci (RAI – TG1)

O valor do Prémio Internacional Harambee Comunicar África provém de um donativo específico para esse efeito.

MAIS BENEFICIÁRIAS DO PROJETO KULIKUASSA

Em 2019, HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL está a angariar fundos para o Projeto Kulikuassa (que significa Ajuda Solidária), que está a ser realizado na Lunda Sul, uma província do nordeste de Angola.

O primeiro objetivo do Projeto Kulikuassa é alfabetizar os habitantes desta província que a ele se candidataram; numa segunda fase, ser-lhes-ão proporcionadas ferramentas profissionais que lhes permitam melhorar a sua vida e a da sua família.

Inicialmente pensado para 120 mulheres, o Projeto acabou por acolher também homens e jovens, num total de 55 alunos, 49 dos quais são mulheres adultas.

Conheça mais algumas mulheres que vão beneficiar do Projeto Kulikuassa.

Ana Bela Francisca tem 43 anos, é doméstica e tem desde há muito o sonho de aprender a ler e a escrever. Na verdade, sente que o facto de não ser capaz de decifrar as letras a coloca numa posição de inferioridade em relação às suas amigas que tiveram oportunidade de aprender a ler: sente vergonha quando está com elas.
Mas Ana Bela tem ainda outros planos: sabendo ler, poderá estar a par das notícias do país, coisa que muito lhe interessa.

Virgínia Mutunda  é um pouco mais jovem: tem 40 anos. O que mais lhe custa é ver que os filhos às vezes lhe pedem ajuda para os trabalhos escolares e ela não pode colaborar porque, ao contrário deles, não sabe ler.
Aprender a ler e a escrever vai ajudá-la a estar mais perto dos filhos.

O Projeto tinha inicialmente um orçamento de 8200,00 € para esta sua primeira fase. Redimensionado ao número de alunos que efetivamente se inscreveram no curso de alfabeticação, neste momento, o valor desta primeira fase do Projeto é de 4130,00€413,00€ dos quais ficam a cargo da organização africana, ficando HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL com o encargo de financiar os restantes 3717,00€.

Ajude-nos a ajudar estas mulheres a melhorar a sua vida!

Com 40,00 €, paga o salário mensal de um professor
no Projeto Kulikuassa!

REUNIÃO INTERNACIONAL HARAMBEE 2019

Decorreu este fim de semana, em Roma, a reunião internacional HARAMBEE, que reuniu membros dos comitês dos países onde Harambee está instalado: França, Espanha, Estados Unidos, Polónia e Portugal; os representantes da Suíça não puderam estar presentes, mas  enviaram uma mensagem. E este ano Harambee alargou o número dos seus comitês, com a presença do representante do recém-criado comitê do Luxemburgo.

O encontro começou com uma comunicação de Jaime Cardenas sobre os grandes desafios com que África se confronta neste momento (desenvolvimento tecnológico, exponencial crescimento populacional, aumento do número de pessoas que vive nas cidades, movimentos de pacificação, crescimento da Igreja Católica).

A seguir, Lucia Lamanna apresentou aquele que será um novo serviço de HARAMBEE INTERNACIONAL: uma plataforma de intermediação de voluntariado, que permitirá pôr em contacto as necessidades concretas das instituições africanas e as disponibilidades específicas dos voluntários europeus. Esta plataforma, para já em fase experimental, será lançada – e noticiada – em breve.

Numa altura em que HARAMBEE está a chegar à maturidade – vai fazer vinte anos de existência -, pretendeu-se também fazer um balanço do trabalho desenvolvido até agora e projetar as orientações de futuro. Assim, numa sessão muito viva, os delegados apresentaram os seus pontos de vista e debateram diversas opiniões, com vista à constituição de um documento com as grandes linhas para os próximos anos.

Outro momento destes dias de trabalho consistiu na apresentação das atividades de angariação de fundos e de comunicação levadas a cabo em cada um dos países, numa sessão extremamente enriquecedora, onde cada país aprende com a experiência e a criatividade dos outros.

A seguir, Rossella Miranda apresentou o relatório sobre a liderança feminina em África, produzido por HARAMBEE INTERNACIONAL,  elencando os principais desafios que se colocam às mulheres neste continente ao nível da educação, da saúde e dos direitos cívicos, e concluindo com a recomendação de uma formação humana integral que promova a paridade entre os sexos.

O encontro terminou com a apresentação e a seleção dos projetos a apoiar em 2020. Harambee África Portugal continuará a apoiar a primeira fase do Projeto Kulikuassa, iniciado em agosto de 2019 e com final previsto para junho de 2020; e apoiará um segundo projeto num país da África lusófona, do qual daremos notícias em breve.

A ILHA DA MADEIRA POR HARAMBEE

Foi no passado domingo que os amigos de Harambee da Ilha da Madeira fizeram um dos mais tradicionais percursos da ilha – a levada – por esta causa solidária.

Apostados em passar uma agradável tarde a fazer exercício em comunhão com a natureza, ao mesmo tempo que contribuíam para o Projeto Kulikuassa, 22 amigos percorreram a belíssima Levada dos Balcões – 860 metros de altitude e ar puro – em amena conversa e convívio alegre, partilhando experiências e enchendo a alma com a maravilha da paisagem madeirense.

A enorme generosidade destes amigos rendeu 170,00 euros, que  contribuirão para permitir que um grupo de mulheres angolanas aprendam as primeiras letras e os primeiros números.

HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL agradece reconhecidamente a estes amigos!

Ajude-nos a ajudar o Projeto Kulikuassa!